Thursday, January 11, 2007

Lembram-se??


Rupert, o Urso é um personagem dos desenhos animados criado por Mary Tourtel na Década de 1920.
Ele é um urso branco que usa calças e um cachecol amarelo e uma jaqueta vermelha. Ele vive na cidade de Nozolândia. Rupert tem diversos amigos como, Bill Badger, Algy Pug e Edward Trunk (um elefante) no qual vivem diversas aventuras.
E que encheu muitas tardes de muitos de nós... :)
(as minhas foram muitas...)

Tuesday, January 9, 2007

Lista das dez palavras consideradas de mais dificil tradução

1. "Ilunga" (tshiluba) - uma pessoa que está disposta a perdoar quaisquer maus-tratos pela primeira vez, a tolerar o mesmo pela segunda vez, mas nunca pela terceira vez.

2. "Shlimazl" (ídiche) - uma pessoa cronicamente azarada.

3. "Radioukacz" (polonês) - pessoa que trabalhou como telegrafista para os movimentos de resistência o domínio soviético nos países da antiga Cortina de Ferro.

4. "Naa" (japonês) - palavra usada apenas em uma região do país para enfatizar declarações ou concordar com alguém.

5. "Altahmam" (árabe) - um tipo de tristeza profunda.6. "Gezellig" (holandês) - aconchegante.

7. Saudade (português)

8. "Selathirupavar" (tâmil, língua falada no sul da Índia) - palavra usada para definir um certo tipo de ausência não-autorizada frente a deveres.

9. "Pochemuchka" (russo) - uma pessoa que faz perguntas demais.10. "Klloshar" (albanês) - perdedor.
( Londres: BBC, 2004 junho 23.)


Ah, um soneto...
Meu coração é um almirante louco
que abandonou a profissão do mar
e que a vai relembrando pouco a pouco
em casa a passear, a passear...
No movimento (eu mesmo me desloco
nesta cadeira, só de o imaginar)
o mar abandonado fica em foco
nos músculos cansados de parar.
Há saudades nas pernas e nos braços.
Há saudades no cérebro por fora.
Há grandes raivas feitas de cansaços.
Mas - esta é boa! - era do coração
que eu falava... e onde diabo estou eu agora
com almirante em vez de sensação?...
Álvaro de Campos

Saturday, January 6, 2007

Il tuo sorriso

Toglimi il pane, se vuoi,
toglimi l'aria, ma
non togliermi il tuo sorriso.
Non togliermi la rosa,
la lancia che sgrani,
l'acqua che d'improvviso
scoppia nella tua gioia,
la repentina onda
d'argento che ti nasce.

Dura è la mia lotta e torno
con gli occhi stanchi,
a volte, d'aver visto
la terra che non cambia,
ma entrando il tuo sorriso
sale al cielo cercandomi
ed apre per me tutte
le porte della vita.

Amor mio, nell'ora
più oscura sgrana
il tuo sorriso, e se d'improvviso
vedi che il mio sangue macchia
le pietre della strada,
ridi, perché il tuo riso
sarà per le mie mani
come una spada fresca.

Vicino al mare, d'autunno,
il tuo riso deve innalzare
la sua cascata di spuma,
e in primavera, amore,
voglio il tuo riso come
il fiore che attendevo,
il fiore azzurro, la rosa
della mia patria sonora.

Riditela della notte,
del giorno, della luna,
riditela delle strade
contorte dell'isola,
riditela di questo rozzo
ragazzo che ti ama,
ma quando apro gli occhi
e quando li richiudo,
quando i miei passi vanno,
quando tornano i miei passi,
negami il pane, l'aria,
la luce, la primavera,
ma il tuo sorriso mai,
perché io ne morrei.

Tuesday, December 26, 2006


Envolvi-me em ti
Nessas vidas quentes
Entre os linhos salvos e sãos
Já que estou aqui
Traz-me também as sombras
Destes maus algureos vãos
E suporta-me os desejos
Nem que os deixes de sentir
Encontrarei o motivo
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui
Sucumbi por Deus
Esse leito baptizado
E fazia-o outra vez
Só p'ra ter-te a meu lado
E sentir-te perto
Fazer o que jamais alguém me fez
E permite que te acolha
Nesses braços frios sem ti
Trocava os sonhos por nada
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui...
E permite que te acolha
Nestes braços frios sem ti
Trocava os sonhos por nada
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui
P'ra te ter aqui...



Sara Tavares e Vozes do Rádio

Friday, December 15, 2006

Flutuações

Eu amo-te, - não sabes? -
Mas ouve, toma conta:
Por isso não te gabes,
Não te me faças tonta;

Porquê, se é imenso
O perfume e o incenso
Que envia o meu amor,
Quási nada parece,
A par do que merece
Tributar-se
E queimar-se
Ante a tua alma, flor!

Ignoro se em teu seio
Reflecte a luz das chamas,
Que iluminar-me veio;
Sim... não sei se me amas;

Nem isso me apoquenta,
Porque o amor apresenta,
Depois de ver a luz,
E como a Vida, a idade
De alegre puberdade,
Venturosa
E animosa,
Que em valor se traduz.

Por ora, isto me basta:
Como te veja pura,
Como te veja casta,
Todo eu sou ventura...


De amor vírida palma,
Nutre-a de si minh'alma;
Como a ave singular,
Que dos filhos a fome
Lá nas entranhas some,
Arrancando,
E lhas dando
Até os saciar.

Ora e o teu corpo, - olha,
O teu corpo de fada,
Tem o frescor da folha
De pouco ainda formada.

Depois, se acaso falas,
Parece que exalas
E deixas ver os dons
Da tua alma de pomba,
Dessa alma que não zomba,
Tão suave...
Como a chave
Na flauta expede os sons.

Meu amor não ignoras;
Nada, não é possível;
O tacto das senhoras
Lá nisto, é infalível...

Se por sob a parreira
Passas, breve e altaneira,
Sem nada me dizer,
Em vez de chorar, canto,
Pois não ignoro quanto
Significa,
Quanto indica
Silêncio na mulher.

Assim, se tu quiseres
Amar, como eu espero,
Se a tua alma me deres,
Dar-te a minha eu quero.

Podem alar-se ao Espaço,
Cingidas num abraço
De sublime afeição!
E Deus, vendo-as perdidas
No azul do céu, e unidas,
Fará delas,
Quais estrelas,
Uma constelação!



AB

Monday, December 4, 2006

Antero de Quental

«Deixai-os vir a mim, os que lidaram;
Deixai-os vir a mim, os que padecem;
E os que cheios de mágoa e tédio encaram
As próprias obras vãs, de que escarnecem...

Em mim, os Sofrimentos que não saram,
Paixão, Dúvida e Mal, se desvanecem.
As torrentes da Dor, que nunca param,
Como num mar, em mim desaparecem.» -

Assim a Morte diz. Verbo velado,
Silencioso intérprete sagrado
Das coisas invisíveis, muda e fria,
É, na sua mudez, mais retumbante
Que o clamoroso mar; mais rutilante,
Na sua noite, do que a luz do dia.

Monday, November 27, 2006

Lembra-te

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos
Mário Cesariny